
“A dor é imensa e a revolta também. Foi tirado de nós nosso pedaço mais precioso. Era uma menina ainda com alma de criança, brincalhona, alegre e meiga. A ficha não caiu”. O desabafo é de Luzia Aguiar, de 63 anos, avó materna da adolescente Aguida Fernandes Freitas, de 14, que foi encontrada morta após desaparecer em Pariquera-Açu, no interior de São Paulo. Um pastor é o principal suspeito de matá-la, e a polícia trabalha para localizá-lo e descobrir a motivação do crime.
Aguida desapareceu na noite de terça-feira (11). Segundo o pai relatou ao G1, a filha pegou o celular da irmã, por volta das 19h30, e foi para a frente da casa da família, localizada na Rua Augusto Gauglitz. Depois disso, ele a procurou e viu que a filha não estava mais na frente da residência. O pai, então, tentou ligar para a adolescente, mas a chamada terminava na caixa postal.
Como a menina nunca havia desaparecido anteriormente, o pai a procurou por bairros da cidade, mas ninguém soube informar seu paradeiro. No dia seguinte, registrou o desaparecimento da filha na delegacia. Uma amiga da adolescente relatou ao pai da menina que a viu com um rapaz próximo de onde a vítima morava.
Luzia conta que mora em Sete Barras, cidade próxima a Pariquera-Açu, e que quando soube que a neta estava desaparecida, já ficou desesperada, já que a menina sempre foi muito responsável. “Mesmo preocupada, ainda não imaginava que isso iria acontecer. Quando liguei para ter notícias, meu neto falou que já tinham encontrado o corpo dela. Foi a notícia mais devastadora que já recebi. A mãe dela está arrasada, não conseguiu nem ver o enterro”, diz a avó.
A morte da adolescente gerou comoção na região em que vivia, e diversas mensagens de condolências foram postadas nas redes sociais. A Diretoria de Ensino de Registro também lamentou o ocorrido. “Pedimos a Deus que conforte os corações de familiares e amigos neste momento de dor e tristeza”, escreveu o órgão educacional.
O corpo de Aguida foi sepultado na tarde desta quinta-feira (13). A Polícia Civil informou ao G1 que realiza ininterruptamente diligências para localizar o suspeito e esclarecer a motivação do crime.



