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Clubes não liberaram jogadores brasileiros na Ucrânia dias antes da invasão da Rússia

Marlon Santos – zagueiro, 26 anos – ex-Fluminense e Sassuolo
Vitão – zagueiro, 22 anos – ex-Palmeiras
Ismaily – lateral, 32 anos – ex-Braga e seleção brasileira
Dodô – lateral, 23 anos – ex-Coritiba
Vinicius Tobias – lateral, 18 anos – ex-Internacional
Marcos Antônio – meia, 21 anos – ex-Athletico-PR
Maycon – meia, 24 anos – ex-Corinthians
Alan Patrick – meia, 30 anos – ex-Santos, Palmeiras, Inter e Flamengo
David Neres – atacante, 24 anos – ex-São Paulo e Ajax
Tetê – atacante, 22 anos – ex-Grêmio
Pedrinho – atacante, 23 anos – ex-Corinthians e Benfica
Fernando – atacante, 22 anos – ex-Palmeiras e Sporting
Júnior Moraes – atacante, 34 anos – ex-Santos e naturalizado ucraniano

Zorya Lugansk

Juninho – lateral, 26 anos – ex-Salgueiro
Cristian – atacante, 22 anos – ex-Botafogo-PB
Guilherme – atacante, 18 anos – ex-Botafogo

Metalist

Fabinho – meia, 25 anos – ex-Teresópolis
Marlyson – atacante, 24 anos – ex-Madureira
Derek – atacante, 24 anos – ex-Figueirense

Dnipro

Busanello – lateral, 23 anos – ex-Chapecoense
Felipe Pires – atacante, 26 anos – ex-Palmeiras e Fortaleza
Bill – atacante, 22 anos – ex-Flamengo

Rukh Vynnyky

Edson – volante, 23 anos – ex-Bahia
Talles Brenner – atacante, 23 anos – ex-Fluminense e Vila Nova

Kolos Kovalivka

Diego Carioca – atacante, 24 anos – ex-Lajeadense
Renan Oliveira – atacante, 24 anos – ex-São Bernardo

Dínamo de Kiev

Vitinho – atacante, 22 anos – ex-Athletico-PR

Vorskla

Lucas Rangel – zagueiro, 27 anos – ex-Itumbiara

Chornomorets

Wanderson – volante, 27 anos – ex-XV de Piracicaba

Inhulets Petrove

William – zagueiro, 25 anos – ex-Santa Cruz

Esses são jogadores brasileiros que estão na Ucrânia. Os que conseguiram entrar em contato com a imprensa nacional mostraram quanto estão apavorados com a invasão da Rússia. E o conflito militar deflagrado.

Nas suas casas ou em hotéis, eles pedem ao governo brasileiro que os resgate.

Mas a situação não é nada simples porque envolve um país em conflito, em guerra.

A embaixada brasileira na Ucrânia deu recomendações aos cerca de 500 brasileiros que moram no país.

“Com relação aos desdobramentos dos últimos dois dias, a embaixada reforça sua recomendação de atenção e para que sejam evitadas visitas às províncias ucranianas de Donetsk e Lugansk. Aconselha-se mais uma vez aos cidadãos que já estejam nessas regiões que considerem deixá-las sem demora. A embaixada informa que continua a operar normalmente.”

“Caso necessitem de auxílio para deixar a Ucrânia, devem seguir as orientações da embaixada e, no caso dos residentes no leste, deslocar-se para Kiev assim que as condições de segurança o permitam.”

O Brasil oficialmente se colocou contra o conflito.

“O governo brasileiro acompanha com grave preocupação a deflagração de operações militares pela Federação da Rússia contra alvos no território da Ucrânia. O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil.”

Empresários e parentes dos jogadores que estão na Ucrânia se mostram muito tensos. E buscando maneira segura de que eles deixem o país.

Os agentes garantem que os clubes não autorizaram a liberação dos jogadores nos dias que antecederam a invasão russa. Apesar do pedido de vários atletas.

“Fala, galera. Estamos todos reunidos, jogadores do Dinamo e do Shakhtar, com nossas famílias e estamos esperando em um hotel devido a toda a situação. Estamos aqui pedindo a ajuda de vocês para promover esse vídeo por conta da falta de combustível na cidade, fronteira fechada, espaço aéreo fechado, então não tem como sairmos. A gente pede muito apoio ao governo do Brasil que possa nos ajudar e espero que vocês possam nos ajudar a promover esse vídeo e alcançar o maior número de pessoas possível.”

Esse foi o apelo de Marlon, ex-zagueiro do Fluminense. Os jogadores do Shakhtar Donetsk e Dinamo Kiev estão reunidos, com suas famílias, em um hotel.

As fronteiras estão fechadas, assim como os aeroportos.

A situação é muito preocupante.

A embaixada brasileira está tentando a liberação dos brasileiros.

Mas, em pleno conflito militar, não há ainda resposta concreta.

Para os jogadores, suas famílias e os demais brasileiros na Ucrânia…

Fonte: R7, 24/02/2022

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