
A tensão na Península da Coreia, onde fica a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, escala dia após dia. Nesta sexta-feira (21), os sul-coreanos advertiram a ditadura de Kim Jong-un de que o uso do próprio arsenal nuclear implicaria o “fim do regime” liderado pelo ditador.
A declaração é uma resposta ao próprio Kim Jong-un, que ameaçou usar bombas atômicas diante da possibilidade de os Estados Unidos instalarem ogivas nucleares na península. Nesta semana, os americanos ancoraram, em Busan, na Coreia do Sul, um submarino nuclear capaz de carregar até 20 mísseis atômicos.
As relações entre os dois países estão em um dos pontos mais acirrados, e o Norte avisou, nesta semana, que a chegada da embarcação americana à Coreia do Sul poderia amparar legalmente o uso de seus ativos nucleares.
Como Seul e Washington tinham “deixado claro” antes, “qualquer ataque nuclear contra a aliança sofrerá uma resposta imediata, esmagadora e decisiva”, informou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul em um comunicado hoje. Se isso ocorrer, “o regime da Coreia do Norte estaria condenado a seu fim”, acrescenta a nota.
A chegada da embarcação foi acordada durante a viagem a Washington do presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, em abril, quando, junto ao seu homólogo dos EUA, Joe Biden, lançou uma ameaça semelhante à Coreia do Norte sobre as consequências de usar as armas nucleares que possui.
Kim declarou, no ano passado, que a condição de potência nuclear do seu país era “irreversível”. Prova disso é que fez várias convocações para desenvolver e melhorar o próprio arsenal.
Por outro lado, os Estados Unidos e a Coreia do Sul reforçaram a aliança militar com vários exercícios conjuntos na região, o que Pyongyang interpreta como ensaios para uma eventual invasão.



