
No mesmo dia em que aprovou o pedido para contrair empréstimo de R$ 1,6 bilhão com o Banco do Brasil, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) enviou outro projeto de lei à Assembleia Legislativa, no qual solicita autorização para captar junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) 40 milhões de dólares, aproximadamente R$ 196 milhões, considerando a cotação atual. Dessa vez, a justificativa apresentada na proposta pelo governo é financiar o programa Bahia Mais Digital, no qual o Executivo de compromete a ampliar a oferta de serviços online, aprimorar plataformas existentes e elevar o nível de relacionamento virtual com o cidadão.
Sacola cheia
Somados com o empréstimo autorizado pela Assembleia na noite de quarta passada – o quarto solicitado por Jerônimo em menos de um ano -, o governo já pediu em 2023 cerca de R$ 3,2 bilhões em financiamentos através de operações de crédito externas e internas. Além de BB e BID, há também Caixa e Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida).
Como, onde e por quê?
Dupla pedrada
Aliados próximos ao senador Jaques Wagner (PT) acham que ele atraiu dois grandes desgastes com o voto favorável à PEC que limita os poderes de ministros do Supremo Tribunal federal (STF) – sem necessidade, já que o apoio dele à matéria não teria qualquer poder de mudar o resultado: os arranhões à sua imagem entre a militância petista e a fúria de integrantes do STF. O primeiro, dizem, é fácil de contornar, enquanto o segundo dificilmente será resolvido.
Vai dar chabu!
Gelo baiano
Líderes da oposição e da base aliada garantem que há uma barreira sólida frente aos planos do deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) de assumir a vaga que será aberta no TCM em 22 de dezembro, com a aposentadoria do conselheiro Fernando Vita. No caso, a disposição dos deputados estaduais em brigar pela cota que pertence a um representante da Assembleia.
ACM Neto – Ex-prefeito de Salvador e presidente da Fundação Índigo, ao comentar o retorno da Bahia à liderança do ranking nacional do desemprego
“Quase um ano após a posse do governador, o que vemos são empresas deixando a Bahia e se instalando em outros estados porque não têm nenhum tipo de diálogo com o governo”



