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Lula diz que ouve prefeitos, deputados rebatem: ‘fala mentirosa’

O presidente da República, Luís Inácio Lua da Silva, fez discurso durante a abertura da 25º Marcha dos Prefeitos, evento promovido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), exaltando sua relação com os chefes das prefeituras do Brasil. Após ser vaiado em sua chegada ao local da cerimonia, Lula afirmou que é necessário “ouvir os prefeitos para que a gente possa tomar muitas das decisões que a gente toma no âmbito do governo federal”. E também disse  que “nunca antes na história desse país um presidente tratou os prefeitos com tanto carinho”.

Pré-candidato à prefeitura de São Paulo, o deputado Kim Kataguiri (União), disse ao Diário do Poder que o discurso de Lula durante o evento promovido pela CNM é ‘mentiroso’. Na avaliação do deputado, as ações do governo conflitam com os interesses das gestões municipais, entre elas a desoneração da folha de pagamentos para os 17 setores da economia que mais empregam no Brasil.

É uma frase absolutamente mentirosa. Nós demos um alívio previdenciário aos prefeitos, que já estava garantido por Lei. O governo, em uma Medida Provisória  ilegal, revoga um ato que foi consagrado pelo Congresso Nacional, inclusive depois de derrubar os vetos do presidente da República, ou seja, nunca houve tanta insegurança jurídica. Essa Medida Provisória, na minha avaliação, deveria ter sido devolvida pelo presidente do Senado”, destacou. 

Aos discursar para os prefeitos,  Lula se esquece que por decisão de seu governo, se arrastou desde o fim do último ano, o impasse sobre a desoneração da folha de pagamentos para os 17 setores que mais empregam no Brasil, pauta reivindicada e aguardada pelos gestores municipais de todo o país.

A equipe econômica do Ministério da Fazenda atropelou as decisões do Congresso Nacional em favor da desoneração, obtendo liminar do ministro do STF, Cristiano Zanin, contra a medida, até emplacar acordo com o Congresso e os líderes dos setores produtivos, que padeceram com a insegurança jurídica gerada pelo desacordo entre os poderes.

Fonte: Diário do Poder, 21/05/2024
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