
As empresas estatais de União e estados tiveram um rombo de R$ 7,2 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, segundo dados do relatório de estatísticas fiscais do Banco Central (BC). Este é o maior déficit registrado na série histórica iniciada em 2002.
O resultado considera as contas das empresas estatais federais e estaduais, que registraram déficit de R$ 3,3 bilhões e R$ 3,8 bilhões, respectivamente. O déficit acontece quando os gastos das empresas são maiores do que suas receitas.
Os números não levam em conta empresas dos grupos Petrobras e instituições financeiras, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
As estatais federais são controladas pelo governo. As estatais dependentes do Tesouro Nacional estão dentro do Orçamento, enquanto outras (como os Correios) não têm essa dependência. O resultado acontece em momento que o governo passa por uma discussão sobre reestruturação de gastos públicos, defendida pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet.
São Paulo – O Banco do Brasil, administrador do Fundo de Garantia Operacional (FGO), informou que só poderá se pronunciar sobre a linha de crédito para empresas atingidas pelo apagão em São Paulo após a definição de uma base legal e diretrizes do programa. Essa linha foi prometida nesta sexta-feira, 18, pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“O BB tem atuado como importante agente apoiador de políticas públicas para enfrentamento de consequências climáticas e dinamização da economia. Quanto ao caso específico, nos pronunciamos após as definições de base legal e diretrizes do programa”, disse o banco, em nota enviada ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Mais cedo, Haddad disse que a medida provisória (MP) que libera esses recursos deve ser assinada antes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Rússia, no domingo, 20, e que a linha de crédito estaria disponível já na segunda-feira.
A ideia é usar R$ 150 milhões em recursos já disponíveis no FGO para alavancar até R$ 1 bilhão em crédito para empresas afetadas pela falta de energia na capital paulista.
Fonte: Agência O Globo, 20/10/2024



