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Falta de reforma da Previdência pode elevar gastos em mais de R$ 600 bilhões nos próximos 15 anos

A falta de reforma da Previdência Social pode elevar os gastos com aposentadorias a 600 bilhões de reais nos próximos 15 anos. Isso é o que diz um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP).

A nota técnica do órgão aponta que os gastos com aposentadorias e Benefício de Prestação Continuada (BPC) vão aumentar em R$ 600 bilhões até 2040 se não acontecer uma nova reforma da Previdência. Esta estimativa foi publicada nesta segunda-feira (7), pelo CLP, que é uma organização suprapartidária que é ativa na busca de serviços públicos mais eficazes, conforme informações divulgadas pelo Portal G1.

“É praticamente um novo Orçamento inteiro de saúde pública ou o dobro do que a União investe em infraestrutura”, sintetiza o estudo. Esta conta não leva em consideração pensões por morte, o passivo atuarial dos regimes próprios subnacionais e nem o gasto dos militares.

O estudo relata que estas condições levarão o país a fazer revisões periódicas: “Será preciso, de fato, lidar com a matemática de ter cada vez mais pessoas acima de 65 anos para cada ativo contribuinte. Sem convergir as regras dos diferentes regimes, ampliar a idade efetiva de saída do trabalho e acomodar o gasto dentro de um teto fiscal crível, o estrangulamento previdenciário limitará recursos para a saúde, educação e investimentos, justamente o que mais precisamos para enfrentar o mesmo envelhecimento da população”.

Estas alterações nas regras constitucionais irão impactar diversas áreas que englobam a sociedade.

Veja a lista com os suas consequências:

Alterações no SUS- O Centro de Liderança Pública (CLP) estima que o gasto do Sistema Único de Saúde (SUS) pode crescer cerca de três pontos percentuais do PIB até 2045 para manter a cobertura atual. Isso exigirá, segundo o estudo, reorganizar o gasto com prioridade a cuidados crônicos, compras públicas inteligentes e incentivos que foquem em qualidade e não volume de procedimentos.

Número de pessoas– As projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) dizem que o número de pessoas com 65 anos ou mais irão aumentar para quase 18% em relação ao número total da população em 2040 e 20% em 2045. Esse fator do envelhecimento da população faria o gasto do SUS sair de 4,2% do PIB para 7,5%.

  • revisão de regras de financiamento;
  • estabelecimento de metas de aprendizagem;
  • vinculação de repasses a desempenho.

 

 

 

 

BNews, 07/07/2025

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