
Uma noviça da Irmandade da Boa Morte, confraria afrocatólica e secular que é responsável pela Festa de Nossa Senhora da Boa Morte em Cachoeira, passou mal após um delegado pedir que ela se retirasse de uma celebração na Igreja Matriz do Rosário.
Uiara Lopes, de 55 anos, foi parar em um hospital após descobrir que havia uma medida protetiva contra ela, a pedido de Celina Sala, advogada e ex-administradora da irmandade, que também estava presente na missa.

A noviça conta que ficou entre 2h30 e 3h no hospital. “Eu desmaiei. Fui atendida primeiramente pela deputada Fabíola Mansur, que foi quem me orientou e chamou o Samu. As pessoas ficaram com medo de me deixar lá (na igreja) porque sou hipertensa e diabética”, relata. Na unidade de saúde, ela tomou remédios para regular os níveis de glicose e a pressão. “O médico orientou que eu fosse fazer acompanhamento psicológico porque o abalo foi muito grande”, diz

“Eu tenho 55 anos. Sou militante do Movimento Negro, sou do grupo Mulheres de Axé do Brasil há quase dez anos, sou há mais de 30 anos militante do Movimento Negro. Foi um choque para mim”, afirma. Após a abordagem, Uiara passou mal, chegou a desmaiar e ficou encaminhada para um hospital da cidade. A ação gerou comoção entre os fiéis e interrompeu a missa.
A Polícia Civil foi procurada pela reportagem na segunda (18) e nesta terça-feira (19), mas não houve resposta até a publicação desta matéria.
Fonte: Por Millena Marques/Correio da Bahia,
Publicado em 19 de agosto de 2025 às 15:03



