
Ação atacou “estrutura familiar e comercial” que usava o setor de combustíveis como fachada
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Primus, uma grande ofensiva para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro. A operação, que contou com a mobilização de praticamente todos os departamentos da corporação, resultou na prisão do empresário Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jau Ribeiro, no total de nove pessoas e no cumprimento de 62 mandados de busca e apreensão em cidades baianas, incluindo Feira de Santana, Conceição do Jacuípe e Iaçu, além de alvos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
O principal alvo da operação é um grupo que usava o setor de combustíveis como fachada para crimes como ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com forte ataque à sua estrutura financeira.
Em entrevista a reportagem da rádio Subaé, o diretor do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), delegado Fábio Lordelo, enfatizou a dimensão da ação e a especialidade do grupo criminoso.
“Essa é uma operação desencadeada com a participação de toda a Polícia Civil da Bahia. Todos os departamentos praticamente estiveram envolvidos. Foi um ataque que nós fizemos a uma organização criminosa que tinha como especialidade a adulteração de combustível. Nossa investigação ainda está em andamento, temos equipes espalhadas pelo interior da Bahia e também fora do nosso Estado atuando ainda. Isso é só uma preliminar do que está sendo realizado pela Polícia Civil”, explicou Lordelo.

A delegada do Draco, Aline Peixinho, detalhou os números e os elos identificados na investigação. “Hoje, na diligência, nós conseguimos cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão também. Atualmente, são nove presos, 62 mandados cumpridos nas cidades de Feira de Santana, Conceição do Jacuípe, Iaçu, além de São Paulo e Rio de Janeiro”, informou.

Questionada sobre a estrutura do esquema, a delegada confirmou que a organização ia além da adulteração e focava na blindagem financeira. “A investigação está em curso, mas foram identificados indícios inclusive de participação na utilização de empresas de fachada e a questão da ocultação patrimonial. Hoje, no cumprimento dos mandados, foi possível obter novas informações que, na medida do curso das investigações, nós vamos aprofundar até para identificar e vincular com outros envolvidos também”, disse Aline Peixinho.
A delegada também confirmou que há forte ligação entre os presos. “Na verdade trata-se de um núcleo familiar, mas também há elos vinculados à questão de relação comercial”, pontuou.
Os nove detidos, que incluem alvos na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, foram encaminhados ao Complexo Policial do Sobradinho, em Feira de Santana. Documentos, veículos e equipamentos apreendidos serão analisados para rastrear a cadeia criminosa completa.
O advogado Joari Wagner, que representa quatro dos presos na Operação Primus, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil da Bahia, afirmou que ainda é “muito prematuro” comentar detalhes sobre o caso, já que o processo corre sob sigilo judicial.
Wagner, que representa quatro dos presos na Operação Primus, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil da Bahia, afirmou que ainda é “muito prematuro” comentar detalhes sobre o caso, já que o processo corre sob sigilo judicial.
“É muito prematuro ainda dar qualquer tipo de informação. Nós acabamos de ter contato com eles, pegamos a procuração agora. O processo corre em sigilo. A gente vai se habilitar nos autos, ter acesso e verificar do que se trata pra poder aí passar melhores informações”, explicou o advogado.
“Conversei com os clientes, eles estão perplexos com a situação de prisão, mas estão aguardando o meu retorno, porque agora vou me habilitar no processo, conversar com a juíza pra ter acesso e, a partir daí, estudar o que tem lá pra poder tomar o caminho certo”, disse.
Fonte: Blog Central de Polícia, 16/10/2025



