
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou, neste domingo (12), que a CPMI do INSS tem sofrido pressões de pessoas e instituições interessadas em dificultar o avanço das investigações sobre fraudes envolvendo aposentadorias e benefícios previdenciários. Segundo a parlamentar, o esquema teria participação de “grandes igrejas” e “grandes pastores”, o que estaria provocando reações contrárias à continuidade dos trabalhos.
Em entrevista ao SBT News, a senadora declarou que o temor de impactos entre fiéis tem sido usado como argumento para tentar barrar o andamento da comissão. “Estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, afirmou.
De acordo com a parlamentar, a atuação da CPMI tem surpreendido até mesmo os próprios membros. “Essa CPMI do INSS está chegando em lugares que a gente jamais imaginava. Grandes igrejas do Brasil estão sendo apontadas. Isso me machuca muito”, destacou.
Damares também afirmou que o trabalho no Congresso marca “uma nova era” para comissões parlamentares no país ao alcançar diferentes setores e governos. “Vai fazer entregas”, disse, ao se referir aos resultados previstos pela comissão, que ainda está em andamento.
A CPMI investiga suspeitas de fraudes envolvendo intermediários, falsificação de documentos e uso indevido de procurações para obtenção de benefícios previdenciários. Os nomes de líderes religiosos citados pela senadora não foram divulgados. A comissão ainda não apresentou relatório final.
Fonte: Blog do Valente, 13/01/2026



