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MP denuncia musa de escola de samba por suposta ligação com o PCC

A bailarina Natacha Horana, musa da escola de samba Gaviões da Fiel, que desfila no Carnaval de São Paulo, foi denunciada pelo Ministério Público (MP-SP) por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do Brasil.

A acusação foi oficializada nesta quinta-feira, 19, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apenas cinco dias após o desfile no sambódromo do Anhembi, na capital paulista. A Gaviões foi vice-campeã entre as escolas de samba do Carnaval deste ano em São Paulo.

Segundo o Ministério Público, Natacha Horana, que acumula cerca de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, manteve relacionamento com um dos líderes da organização criminosa criada no estado de São Paulo. Ela ainda é acusada de ocultar e dissimular bens que teriam sido comprados com recursos provenientes de fraudes do PCC.

Versão da defesa

Em nota, a defesa de Natacha afirmou que “recebe com surpresa a notícia de que ela teria sido alvo de denúncia ofertada pelo Ministério Público de São Paulo”.

“Em que pese não tenhamos tido acesso aos autos, a denúncia ofertada repete fatos já sob apuração no estado do Rio Grande do Norte, em patente violação à proibição de dupla imputação, expediente em que se aguarda e se confia na declaração da absolvição”, destacou a defesa da bailarina.

Ainda de acordo com a defesa, Natacha “jamais praticou qualquer ato ilícito, direto, indireto ou colaborativo”.

Retorno ao Carnaval

O desfile deste ano marcou o retorno de Natacha Horana ao Carnaval, visto que ela não participou do evento em 2025 pois estava na prisão. A ex-bailarina do Faustão foi presa pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2024 em meio às investigações relacionadas ao mesmo caso.

Pouco tempo depois, durante participação no podcast “PodShape”, Natacha revelou que dividia a cela com outras 16 mulheres e que se alimentava apenas de pão, chocolate e biscoitos.

“Chegando lá [na cadeia] você não dorme, não come, só chora, não pensa. Dividi a cela com 16 mulheres e só tinha lugar para oito. Pensei: ‘eu posso morrer aqui’. Colchão tinha uns quatro. Vai se virando uma dorme a outra fica acordada e vai revezando”, contou a modelo.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Atarde, 22/02/2026

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