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Ex-prefeito de Caetité vira alvo de ação por suposto rombo milionário

Valor que pode ultrapassar R$ 175 milhões

Irregularidades fiscais apontadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) levaram à abertura de uma ação civil pública contra o ex-prefeito de Caetité, Aldo Ricardo Cardoso Gondim, por supostos atos de improbidade administrativa na condução das contas do município entre 2017 e 2020.

A ação foi ajuizada pelo promotor de Justiça Alex Bacelar, que sustenta que a gestão municipal teria apresentado inconsistências em informações previdenciárias e fiscais, com impacto direto em repasses obrigatórios e registros oficiais.

Segundo informações do MP, houve divergências entre dados enviados ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) e os declarados à Receita Federal. Em um dos pontos destacados, mais de dois mil servidores teriam sido informados ao TCM, enquanto apenas 61 constariam na base da Receita no mesmo período.

O conjunto das irregularidades pode ter provocado um prejuízo estimado em mais de R$ 74 milhões, valor que pode ultrapassar R$ 175 milhões com acréscimos legais.

Na ação, o MPBA solicita medidas cautelares, como bloqueio de bens, contas bancárias e imóveis do ex-gestor até o limite do dano apurado. No mérito, pede a condenação por improbidade administrativa, com ressarcimento integral ao erário, multa civil e suspensão dos direitos políticos.

Histórico de rejeição de contas

O ex-prefeito já havia sido alvo de decisão desfavorável do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Em maio de 2022, o órgão rejeitou as contas de 2020 da Prefeitura de Caetité, sob sua responsabilidade.

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Na análise, o TCM apontou descumprimento de regras fiscais, incluindo desequilíbrio nas contas públicas e aplicação abaixo do mínimo constitucional em educação. O tribunal também determinou o encaminhamento do caso ao Ministério Público para investigação de possíveis irregularidades financeiras.

 

 

 

 

 

 

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