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Líder do PCC, Marcola quebra silêncio e abre o jogo sobre relação com Deolane Bezerra

Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido nacionalmente como Marcola e apontado como líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), se manifestou pela primeira vez sobre a operação que colocou o nome de Deolane Bezerra no centro de uma investigação milionária envolvendo lavagem de dinheiro e supostas conexões com a facção criminosa.

Segundo nota divulgada pela defesa do criminoso nesta quarta-feira (27), Marcola afirmou não conhecer pessoalmente a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, nem o empresário Everton de Souza, ambos citados nas investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.

De acordo com o advogado Bruno Ferullo Rita, o chefe da facção recebeu as informações sobre a Operação Vérnix “com surpresa e indignação” durante atendimento jurídico realizado na Penitenciária Federal de Brasília, onde cumpre pena em regime de segurança máxima desde 2019.

Na manifestação, a defesa afirmou que Marcola negou qualquer participação no suposto esquema investigado pelas autoridades.

“Afirmou que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, informou a defesa em trecho da nota divulgada à imprensa.

Ainda segundo o advogado, Marcola também declarou não possuir qualquer relação com a transportadora investigada pela polícia como peça central do esquema financeiro atribuído ao PCC. A defesa rebateu ainda o uso do apelido “Narigudo”, atribuído ao criminoso durante as investigações.

A Operação Vérnix foi deflagrada após anos de apuração envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e movimentações financeiras supostamente ligadas à cúpula da facção criminosa. As investigações começaram depois da apreensão de manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

Entre os alvos da operação estão Marcola, o irmão dele, Alejandro Camacho, os sobrinhos Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, além de Deolane Bezerra e Everton de Souza.

De acordo com as autoridades, a influenciadora teria recebido valores considerados suspeitos relacionados à empresa investigada. A defesa de Deolane nega qualquer irregularidade e afirma que os depósitos têm origem lícita.

Fonte: por Tiago Di Araújo/Bnews,

Publicado em 27/05/2026, às 10h04

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