
A Justiça de Mato Grosso vai continuar investigando o suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, ocorrido em uma casa lotérica de Sinop, em 2023. A decisão foi mantida pelo ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o pedido da defesa dos acusados para transferir o caso à Justiça Federal.
A existência de duas apostas vencedoras com a mesma combinação de números, registradas no mesmo estabelecimento, levantou suspeitas dos proprietários da lotérica, que acionaram a polícia.
De acordo com a denúncia, um dos sócios entrou em contato com o casal para pedir esclarecimentos, mas o marido da funcionária teria reagido de forma ameaçadora, afirmando ser o legítimo dono do prêmio e exigindo o encerramento das investigações.
O que dá para comprar com um prêmio da loteria?
Ao analisar o recurso da defesa, Ribeiro Dantas concluiu que a suposta vítima do crime é a própria casa lotérica, uma empresa privada, e não a Caixa Econômica Federal. Segundo o ministro, o saque do prêmio seria apenas uma consequência do suposto furto, sem alterar a competência para julgamento do caso.
Com a decisão, a ação penal seguirá tramitando na Justiça estadual de Mato Grosso. A funcionária e o marido respondem por furto qualificado mediante abuso de confiança.
Fonte: por Wendel de Novais/Correio da Bahia,




