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O que muda para Eduardo Bolsonaro após Trump conceder green card

governo dos Estados Unidos concedeu ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) o green card, documento que garante residência permanente no país e permite que estrangeiros vivam, trabalhem e estudem em território norte-americano por tempo indeterminado. A medida vale, também, para esposa e filhos do ex-parlamentar.

Morando no país desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro já completa quase um ano e meio em solo norte-americano.

Com a residência permanente, o ex-deputado deixa de depender de vistos temporários ou de autorizações específicas para permanecer nos EUA.

Entre os principais efeitos da concessão, estão:

  • direito de morar nos Estados Unidos por prazo indeterminado;
  • autorização para trabalhar em qualquer empresa, sem necessidade de visto vinculado a um empregador;
  • possibilidade de estudar livremente no país;
  • maior facilidade para entrar e sair dos EUA, desde que não permaneça longos períodos fora do território americano;
  • possibilidade de solicitar residência permanente para familiares próximos, como cônjuge e filhos solteiros;
  • acesso a benefícios previstos para residentes permanentes, como programas de seguridade social, desde que preenchidos os requisitos legais;
  • possibilidade de solicitar a cidadania americana após cumprir o período mínimo de residência exigido pela legislação.

Apesar das garantias, o green card também impõe obrigações:

  • O residente permanente continua utilizando o passaporte brasileiro;
  • deve declarar renda ao fisco norte-americano;
  • e pode perder o benefício em caso de determinados crimes ou se abandonar a residência nos Estados Unidos.

 

A autorização foi concedida em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasil e EUA, e após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a quatro anos e dois meses de prisão.

Extradição fica ainda mais improvável

A concessão ao filho 03 de Jair Bolsonaro ocorre em um momento de forte embate entre Eduardo Bolsonaro e o Judiciário brasileiro. Em junho, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, o ex-deputado pelo crime de coação no curso do processo, cometido de forma continuada em pelo menos nove ocasiões.

A decisão também determina a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e torna Eduardo inelegível por oito anos após o cumprimento da pena.

De acordo com a PGR, as ações tinham o objetivo de intimidar a Justiça brasileira e desestabilizar o andamento do processo.

Com a residência permanente, a possibilidade passa a ser considerada ainda mais distante.

Para receber o green card, Eduardo Bolsonaro precisou comprovar que preenchia os requisitos previstos pela legislação migratória dos Estados Unidos.

O documento representa um dos principais instrumentos de imigração permanente do país e costuma ser a etapa anterior à naturalização.

Fonte: Metrópoles, 20/07/2026
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