Triplo homicídio que chocou a Bahia completa 8 anos sem sentença definitiva

O triplo homicídio que ficou conhecido como “Caso Maragogipe” completa oito anos em 2026 sem uma sentença definitiva da Justiça baiana. O crime, ocorrido entre julho e agosto de 2018, vitimou Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e as filhas Greisse Santos da Conceição, de 5 anos, e Rute Santos da Conceição, de 2 anos.
O caso ganhou repercussão em toda a Bahia pela sequência das mortes dentro da mesma família e pela motivação apontada pela investigação da Polícia Civil.
Segundo o inquérito, a principal acusada, Elisângela Almeida Oliveira, era amiga da família e frequentava a casa das vítimas. Os investigadores concluíram que ela teria desenvolvido interesse por Jeferson Brandão, marido de Adriane e pai das crianças, o que teria provocado um desentendimento entre as duas mulheres. A partir disso, de acordo com a polícia, Elisângela decidiu envenenar a família.
Em entrevista ao BNews ainda em 2018, Jeferson afirmou que desejava apenas que a acusada explicasse o motivo do crime e que a Justiça fosse feita. “Que toda verdade venha à tona e ela possa dizer o porquê fez isso com minha família, que sempre a acolheu”, declarou na época.
Durante as investigações, exames periciais identificaram a presença de inseticida agrícola em amostras recolhidas das vítimas e também em alimentos encontrados na residência.
Conforme informações divulgadas pelo g1 à época, Elisângela chegou a confessar o envenenamento em depoimento à Polícia Civil. Posteriormente, no entanto, ela negou participação no crime e insinuou que Jeferson Brandão poderia ser o responsável pelas mortes.
A hipótese nunca foi acolhida pelos investigadores, que descartaram o envolvimento do pai das crianças após a análise dos depoimentos e das provas reunidas durante o inquérito.
Além de Elisângela, o marido dela, Valci Boaventura Soares, também passou a responder pelo caso. Ele foi preso inicialmente sob suspeita de coagir testemunhas e destruir provas, mas acabou colocado em liberdade por falta de elementos suficientes para mantê-lo preso naquele momento.
Meses depois, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) decidiu denunciá-lo à Justiça ao entender que surgiram novos indícios de participação nos crimes durante a instrução processual.
O processo segue em tramitação no Tribunal de Justiça da Bahia, e, até o momento, não há sentença definitiva para os acusados.
Fonte: Voz da Bahia, 20/07/2026



