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Após calotes, grupo responsável pela JAC Motors no Brasil acumula dívida de R$ 239 milhões e pede socorro à Justiça

O Grupo SHC, responsável pela operação da JAC Motors no Brasil, voltou a recorrer à Justiça diante de uma dívida acumulada de R$ 239,5 milhões. Comandado pelo empresário Sergio Habib, o conglomerado apresentou um novo pedido de recuperação judicial na tentativa de reorganizar suas finanças e obter proteção contra cobranças de credores.

Entre os credores estão proprietários de imóveis utilizados para o funcionamento de concessionárias, fornecedores e trabalhadores ligados às operações da companhia. Parte deles já conseguiu decisões favoráveis na Justiça, mas ainda enfrenta dificuldades para receber os valores cobrados.

A situação também envolve cobranças decorrentes de contratos de locação de imóveis comerciais utilizados por concessionárias em diferentes cidades brasileiras. Os débitos se somam a outras obrigações financeiras que motivaram a apresentação do novo pedido de recuperação.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite a empresas em dificuldades financeiras negociar suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é viabilizar a continuidade das atividades enquanto os credores discutem um plano de pagamento.

Caso o pedido seja aceito, o grupo poderá obter a suspensão temporária de determinadas cobranças e execuções judiciais, conforme as regras aplicáveis ao processo. Isso, porém, não significa o cancelamento das dívidas nem a garantia de que a recuperação será bem-sucedida.

O Grupo SHC mantém sua atuação no setor automotivo brasileiro e é conhecido por representar a montadora chinesa JAC Motors no país. A empresa integra os negócios administrados por Habib, empresário com trajetória no mercado de distribuição de veículos.

O novo pedido de recuperação judicial ainda depende de análise do Poder Judiciário. As informações divulgadas não esclarecem quais condições de pagamento serão propostas aos credores nem se já existe um cronograma definido para a reestruturação das 44 empresas.

 

 

 

 

 

 

Fonte: por Fernanda Varela/Correio da Bahia,

Publicado em 10 de outubro de 2026 às 12:32
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