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Do sono ao colesterol: 8 pontos que influenciam a saúde do coração

Embora seja mais frequente com o avanço da idade, o infarto também atinge pessoas jovens. Entre 2015 e 2024, o Brasil registrou 9.106 internações por infarto agudo do miocárdio entre pessoas de 15 a 29 anos, segundo dados do Datasus. O cenário reforça a importância de identificar e controlar fatores de risco cardiovascular desde cedo, mesmo quando não há sintomas aparentes.

É preciso ter atenção às dores por Shutterstock

A American Heart Association reúne oito componentes da saúde cardiovascular no modelo Life’s Essential 8: alimentação, atividade física, exposição à nicotina, sono, peso, colesterol, glicemia e pressão arterial. Para adultos, a entidade recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa, além de sete a nove horas de sono por noite.

Segundo Cavaliere, estudos apontam que pessoas com maior adesão a esses oito pilares apresentaram até 64% menos risco de doenças cardiovasculares, 66% menos risco de doença coronariana e 55% menos risco de acidente vascular cerebral (AVC) ao longo de aproximadamente dez anos. Os percentuais se referem a adultos acompanhados durante o período e não representam estimativas específicas para pessoas jovens.

Além de adotar hábitos saudáveis, acompanhar os indicadores clínicos ao longo do tempo permite observar mudanças e ajustar as orientações de saúde quando necessário. Na saúde suplementar, o Personal System, programa de Prevenção de Doenças Cardiovasculares do grupo Care Plus, oferece acompanhamento longitudinal com uma equipe multidisciplinar que inclui médicos endocrinologistas, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. A iniciativa busca apoiar o monitoramento da saúde e a adoção de medidas individualizadas de prevenção.

O acompanhamento também pode ser facilitado por plataformas digitais, como o Blua, que conecta pacientes a especialistas. Segundo dados do programa Personal System, 93% dos pacientes com hipertensão acompanhados mantêm a pressão arterial controlada, enquanto 59,4% dos pacientes com diabetes apresentam a hemoglobina glicada (HbA1c) dentro das metas médicas.

“Quando transformamos a orientação pontual em um processo contínuo liderado por uma equipe multidisciplinar — com médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas —, passamos a monitorar a evolução real de indicadores como pressão, peso, sono e glicemia. Isso permite detectar pequenas oscilações nos exames e readequar hábitos antes que o risco se converta em uma complicação clínica grave”, explica a médica.

A prevenção inclui praticar atividade física regularmente, priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e evitar o tabaco e os cigarros eletrônicos. O acompanhamento profissional também ajuda a estabelecer metas compatíveis com a rotina e as necessidades de cada pessoa. Para Cavaliere, não é necessário mudar todos os hábitos de uma só vez. Medidas simples, como acompanhar a evolução do peso e programar avaliações periódicas com um médico, podem ajudar a incorporar o cuidado cardiovascular à rotina.

Quando procurar atendimento

Dor ou pressão no peito, falta de ar súbita, suor frio, náusea ou desconforto que se espalha para os braços, as costas, o pescoço ou a mandíbula podem ser sinais de infarto. Diante da suspeita, é fundamental buscar atendimento de emergência imediatamente. “A chave está na prevenção e no acompanhamento contínuo e personalizado, com uma equipe multidisciplinar capaz de transformar informação em cuidado, cuidado em hábitos e hábitos em mais saúde e qualidade de vida ao longo da vida”, conclui a médica.

 

 

 

 

 

Fonte: por Perla Ribeiro/Correio da Bahia,

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 16:11
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