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Acordo de Motta avança, líder do PL recua e Bolsonaro fica fora do projeto de anistia

A oposição perdeu força para aprovar o projeto de lei que anistia todos os envolvidos na tentativa de golpe na última sucessão no Palácio do Planalto. Nesta quinta-feira, 24, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a decisão de não levar ao plenário nesta semana o pedido de urgência do projeto de lei que propõe o perdão dos responsáveis pelos ataques à democracia. Em entrevista coletiva, ele informou que acredita em uma saída de consenso entre os três poderes.

O texto em discussão prevê a redução de penas para as pessoas que participaram dos atos do 8 de Janeiro, mas exclui o grupo formado por militares e outras autoridades acusadas de comandar movimento golpista, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro. A senha para a rejeição da anistia geral foi a desistência do colégio de líderes de votar o pedido de urgência. “Nós vamos seguir dialogando. Os partidos que defenderam o adiamento se dispuseram a dialogar. Os partidos de oposição também toparam dialogar sobre o mérito do projeto. (Isso) mostra uma luz no fim do túnel”, afirmou Motta.

O esboço citado por Sóstenes corresponde, exatamente, à proposta negociada por Motta com o STF e com Lula, revelada com exclusividade pelo PlatôBR no dia 9 de abril. Na ocasião, o presidente da Câmara explicou que procurava uma saída para melhorar o ambiente político no país: “Eu defendo a pacificação nacional e ela passa por isso. Tem que as instituições entenderem a responsabilidades de cada uma e ajudarem. O que eu tenho defendido é a capacidade de a gente se entender. Eu tenho conversado com muita gente. Também o Executivo tem um papel importante a cumprir nisso”.

Apesar do avanço da proposta de Motta e do recuo de Sóstenes, ainda não existe consenso entre as partes para um texto sobre a anistia. As conversas sobre o assunto continuarão nas próximas semanas. Uma boa oportunidade para esse diálogo pode ser a viagem que os chefes dos poderes fazem para o funeral do papa Francisco. Na comitiva de Lula estarão os presidentes do STF, Luís Roberto Barroso, do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o próprio Hugo Motta.

 

 

 

 

 

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