
Conhecidas popularmente como reumatismo, essas enfermidades podem afetar pessoas de todas as idades e, apesar de não terem cura, podem ser tratadas. Segundo o doutor Adalberto Rubin, chefe do Serviço de Pneumologia da Santa Casa de Porto Alegre, a demora no diagnóstico de doenças reumáticas pode desenvolver acometimentos pulmonares. “Os pacientes com doenças pulmonares desencadeadas pelo reumatismo confundem sintomas como falta de ar e cansaço com os da doença de origem, o que dificulta o tratamento precoce. Por isso, é de suma importância que pacientes e cuidadores informem aos médicos todos os sintomas para que o diagnóstico seja o mais breve possível”.
Entre as limitações geradas pelas doenças pulmonares raras, a mais citada na pesquisa é o esforço físico: 69% apresentam limitações nas atividades físicas e 33% nas atividades domésticas. Entre os principais fatores de risco das doenças, 42% dos pacientes disseram que fumaram, ou tiveram contato passivo com tabagismo.
A pesquisa ouviu 101 médicos, 90 pacientes e 50 cuidadores . Entre os principais sintomas, foi quase unânime (97%) que as pessoas com as doenças avaliadas apresentaram ou apresentam cansaço, fadiga ou fraqueza e 96% falta de ar. A tosse é outro sintoma muito comum, presente em 81% dos pacientes.
Por se tratarem de doenças raras e pouco conhecidas, em média, 35% das pessoas com as doenças abordadas passaram por cinco ou mais médicos até o diagnóstico correto. “A escassez de informações sobre o tema e a confusão entre os sintomas de reumatismo, reflete na demora para o diagnóstico. Por isso, é de suma importância difundirmos informações desde médicos não especialistas até a população em geral”, enfatiza a doutora Carolina Müller, reumatologista e professora da Universidade Federal do Paraná.



