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Após G7, Biden terá 10 dias para renegociar teto da dívida com republicanos

De volta aos EUA após participar da cúpula do G7 em Hiroshima, no Japão, o presidente americano, Joe Biden, terá em princípio até o dia 1º de junho para negociar um acordo com a oposição republicana e aumentar o teto da dívida do país, evitando um calote.

Biden se reunirá pessoalmente nesta segunda-feira (23) com Kevin McCarthy, presidente da Câmara dos Representantes, para tentar encontrar uma saída para o impasse que divide democratas e republicanos.

“Meu posicionamento continua sendo o mesmo: Washington não pode continuar gastando o dinheiro que não temos”, escreveu McCarthy no Twitter após uma conversa com Biden pelo telefone. Segundo ele, o diálogo foi produtivo.

Os republicanos exigem cortes drásticos de gastos, o que os democratas recusam. Ambas as partes se responsabilizam mutuamente pela situação atual. Biden classificou de “inaceitáveis” as propostas dos republicanos para elevar o limite de endividamento do país.

“Chegou a hora de abandonar as posições extremas. Muito do que foi proposto é pura e simplesmente inaceitável”, declarou Biden aos jornalistas durante a cúpula do G7 no Japão.

Um dos pontos mais polêmicos é a exigência da oposição em reduzir os gastos federais ao nível de 2022, o que representa um corte de US$ 130 bilhões (R$ 648 bilhões, na cotação atual).

Os democratas são contrários a esses cortes e, em troca, propõem reduzir gastos aumentando os impostos aos mais ricos e às empresas que atualmente se beneficiam de restituições fiscais. Os republicanos, por outro lado, são contra o aumento de impostos.

O presidente americano mencionou a possibilidade de recorrer à 14ª Emenda da Constituição para evitar um default e honrar seus compromissos, como o pagamento das aposentadorias, por exemplo.

 A 14ª Emenda, que foi acrescentada à Constituição em 1868, estipula que “a validade da dívida pública dos Estados Unidos, autorizada por lei, não deve ser questionada”. Em outras palavras, as despesas já votadas devem poder ser pagas.

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