
Após o acidente que matou 10 pessoas em Capitólio, Minas Gerais, as autoridades locais anunciaram que vão passar a fiscalizar a região onde ficam localizados os cânions, para verificar pedras com potencial de desabamento.
O prefeito da cidade, Cristiano Geraldo da Silva (PP-MG), admitiu que não existia nenhum tipo de acompanhamento geológico dos cânions que são ponto turístico no município.
O delegado regional da Delegacia de Polícia Civil em Passos, Marcos Pimenta explica que a aferição do local conta com apoio de diversas frentes e terá o auxílio de um drone.
“Nós iremos nas imediações dos cânions, com drone e via embarcação. Nossa ideia, nosso objetivo, é estudar o local e averiguar se nas imediações também há outras pedras com essas características, visando, juntamente com Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Marinha e outros órgãos de fiscalização, criar uma saída para que outras pedras não consigam atingir aquela região”, explicou o delegado.
De acordo com especialistas, o descolamento da enorme pedra que caiu em uma lancha com turistas foi provocado pelas intensas chuvas que atingem, principalmente, o norte do estado.
As vítimas são: Júlio Borges Antunes, de 68 anos, natural de Alpinópolis (MG); Camila Silva Machado, 18, de Paulínia (SP); Mykon Douglas de Osti, 24, de Campinas (SP); Sebastião Teixeira da Silva, 64, de Anhumas (SP); a esposa dele, Marlene Augusta Teixeira da Silva, 57, de Itaú de Minas (MG); Geovany Teixeira da Silva, 37; Geovany Gabriel Oliveira da Silva, 14; Thiago Teixeira da Silva Nascimento, 35; Rodrigo Alves dos Anjos, 40, de Betim (MG); e Carmem Pinheiro da Silva, 43.
Fonte: Atarde, 10/01/2022



