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Mata de São João paga altos cachês mas não tem gesso no hospital

Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, não economizou para promover a festa do santo cujo nome carrega. Serão três dias de festa, de 21 a 23, com atrações das mais renomadas. Só de cachê,serão mais de R$ 2 milhões. Dinheiro que falta na saúde, por exemplo.

Na última terça-feira, um idoso com suspeita de fratura preciso ser imobilizado e, para surpresa dos familiares, uma tala de papelão foi improvisada na perna do paciente. Tudo porque o hospital municipal Eurico Goulart de Freitas não dispõe de um gesseiro.

O paciente conseguiu vaga na regulação e já foi transferido, mas, a população questiona as prioridades do prefeito Bira da Barraca (União Brasil), que tomou posse após a renúncia do ex-prefeito João Gualberto (PSDB).

Varal de luz com 3,5 mil metros de extensão, ao custo de R$ 25,50 o metro|  Foto: Reprodução

Além das atrações com cachês robustos, como Adelmário Coelho (R$ 200 mil), Alcymar Monteiro (R$ 250 mil), Tarcísio do Acordeon (R$ 350 mil) e Simone Mendes (R$ 650 mil), sem falar em Iguinho e Lulinha e João Gomes, a prefeitura esbanjou na decoração.

Fogueira cenográfica feita de tubos de esgoto que custam menos de R$ 120/metro custou ao município R$ 8.660
Fogueira cenográfica feita de tubos de esgoto que custam menos de R$ 120/metro custou ao município R$ 8.660|  Foto: Reprodução

O município está gastando R$ 89 mil com o aluguel de um “varal de luzes”, mais R$ 23 mil de mangueiras de led e quase R$ 9 mil com uma fogueira cenográfica. Enquanto isso, a secretária de saúde, Tatiane Rebouças, demitiu os condutores do Samu e ainda não publicou novo edital para seleção dos substitutos.

 

 

 

 

 

Atarde, 17/06/2024

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