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Brigitte Bardot abriu mão da própria fortuna e deixou herança simbólica ao único filho

Brigitte Bardot construiu uma das carreiras mais bem sucedidas do cinema europeu, mas decidiu seguir um caminho oposto ao que se espera de uma estrela global. Aos 91 anos, a atriz morreu sem acumular grandes bens materiais, depois de direcionar praticamente tudo o que ganhou para a proteção dos animais, causa que passou a nortear sua vida longe das telas.

Para levantar recursos, Brigitte também se desfez de objetos pessoais marcantes. Em eventos beneficentes, colocou à venda itens como o vestido de noiva e bijuterias adquiridas durante o período em que viveu no Brasil, entre 1964 e 1965. Peças carregadas de memória acabaram transformadas em apoio financeiro para a causa que ela considerava prioridade absoluta.

Ainda assim, a herança deixada vai além de bens materiais. Para Bigot, o verdadeiro legado transmitido ao herdeiro é simbólico e social, ligado ao impacto da luta que Bardot travou por décadas. Uma posição que a própria atriz já havia defendido publicamente ao falar sobre dinheiro e fama.

Em entrevista concedida anos atrás, Brigitte afirmou levar uma vida simples e sem apego ao luxo. Disse preferir conforto a ostentação e revelou sentir repulsa pela ideia de acumular riqueza. Ao longo do tempo, essa filosofia deixou de ser discurso e se transformou em prática, marcando o capítulo final da trajetória de uma das mulheres mais icônicas do século 20.

Correio da Bahia, 28/12/2025
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