
O câncer de intestino representa uma preocupação crescente na saúde pública brasileira. Com cerca de 40 mil novos diagnósticos anuais, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ele figura entre os tumores mais incidentes, superado apenas pelos de pele, mama e próstata.
Câncer: sintomas e tratamentos
Acompanhar as mudanças do seu corpo e buscar orientação médica ao primeiro sinal são atitudes essenciais. Não ignore o que seu intestino tenta comunicar. A conscientização é o primeiro passo para a proteção.
A atenção ao seu hábito intestinal é vital. Uma mudança súbita, seja para diarreia constante ou para constipação prolongada, é um dos principais indicadores. Cerca de 74% dos pacientes relatam essa alteração.
A presença de sangue nas fezes é um alerta vermelho. Embora possa ter outras causas, é o segundo sintoma mais comum do câncer de intestino, afetando 51% dos pacientes. Sempre procure um médico se isso ocorrer.
Não subestime a dor abdominal. Se você sente dor ou desconforto na região do abdômen de forma recorrente e sem explicação, não hesite em investigar. Muitas vezes, esse sinal é negligenciado por ser considerado comum.
Sintomas como fraqueza e anemia merecem investigação. Se o tumor estiver causando sangramentos internos crônicos, seu corpo pode manifestar fadiga persistente e desenvolver anemia. Observe se há cansaço excessivo sem razão.
Estrategias de prevenção
A prática regular de exercícios físicos é uma das maneiras mais eficazes de prevenir o câncer de intestino e manter o organismo funcionando de forma saudável.
Não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações cruciais. Esses hábitos são amplamente reconhecidos por aumentar os riscos de desenvolvimento da doença.
Minimize o consumo de alimentos defumados, enlatados e embutidos. Reduza também a ingestão de produtos com corantes e conservantes artificiais, que podem impactar negativamente sua saúde.
A prevenção é a melhor cura.
O oncologista Nilson Correia enfatiza a relevância da pesquisa de sangue oculto nas fezes e da colonoscopia, a partir dos 45 anos. Ele explica, em entrevista ao jornal Metrópoles: “Quando os sintomas começam a surgir, em geral são inespecíficos. Quando o tumor produz vários sintomas associados, muitas vezes já está em uma fase mais avançada”. Por isso, o rastreamento é essencial.
Para quem tem histórico familiar de câncer de intestino, a recomendação é iniciar o rastreamento ainda mais cedo. Essa medida proativa permite identificar e agir sobre possíveis riscos antes que a doença se estabeleça.
A colonoscopia, indicada para todos acima de 45 anos, é fundamental para detectar pólipos no intestino e serem removidos. pois podem se transformar em câncer se não tratados.
Correio/BA, 02/07/2025



