
A Neuralink, empresa de implantes cerebrais, começará a produção em larga escala dos aparelhos em 2026. O bilionário e magnata da tecnologia Elon Musk fez o anúncio na quarta-feira, 31, através da rede social X (antigo Twitter). Ele também afirmou que a implantação dos chips será realizada através de um processo “quase totalmente automatizado”.
“A Neuralink iniciará a produção em larga escala de dispositivos de interface cérebro-computador e passará a adotar um procedimento cirúrgico simplificado e quase totalmente automatizado em 2026”, disse o bilionário.
Os implantes cerebrais da Neuralink passaram a ser testados em humanos em 2024, após a empresa receber autorização da Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora dos Estados Unidos.
Como funciona o chip cerebral
O procedimento envolve a inserção de um chip cerebral com dimensões semelhantes às de uma moeda. Após a implantação, o dispositivo se liga ao cérebro por meio de fios extremamente finos, capazes de captar sinais neurais. A proposta é permitir que pessoas com paralisia consigam operar equipamentos eletrônicos apenas com o pensamento, como computadores, cursores e até membros robóticos.
O aparelho utiliza a chamada interface cérebro-computador (BCI, na sigla em inglês), tecnologia que possibilita a interação direta entre a atividade cerebral e dispositivos externos. Embora esse tipo de sistema não seja novo, os avanços apresentados pela Neuralink têm despertado atenção por seus resultados práticos.
Apesar do potencial transformador, o chip cerebral ainda gera desconfiança entre especialistas. Pesquisadores apontam preocupações relacionadas à segurança, aos limites éticos da tecnologia e à necessidade de maior transparência sobre os testes e os dados divulgados pela empresa.
Atarde, 02/01/2026



