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Com Nunes e sem Tarcísio, bolsonaristas tentam recuperar força política na Paulista

Sem a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), proibido de sair de casa aos finais de semana e com tornozeleira eletrônica, aliados realizaram neste domingo, 3, uma manifestação marcada por recados de anistia e críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O evento, nos bastidores, é tratado como uma tentativa de recuperar a força política do bolsonarismo.

A manifestação contou com a participação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que tenta emplacar o apoio do bolsonarismo caso dispute a cadeira do Palácio dos Bandeirantes em 2026. Os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também marcaram presença.

Promovido pelo pastor Silas Malafaia, o evento foi marcado por recados para que o Congresso Nacional avance com o PL da Anistia, engavetado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em pontos da Avenida Paulista, aliados do ex-presidente espalharam imagens de deputados e senadores contra o projeto, incluindo os rostos de Motta e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Congresso.

Nos pronunciamentos, deputados apelaram para o impeachment de Moraes, relator do processo contra Bolsonaro. A fala mais acintosa foi de Nikolas Ferreira, que afirmou que o ministro é um “violador de direitos”.

Deputados estaduais e vereadores também falaram. Ricardo Nunes, no entanto, ficou de fora.

Protesto robusto

Bolsonaristas têm a expectativa que a manifestação seja uma “virada de chave” para recuperar a força política do bolsonarismo. Para justificar a aposta, eles apontam a robustez da manifestação deste domingo.

De fato, a manifestação contou com uma adesão maior que as últimas realizadas neste ano. No evento realizado em junho, por exemplo, apenas 14 mil pessoas marcaram presença na avenida.

Aliados do ex-presidente reportaram à ISTOÉ ter a expectativa de conseguir negociar o avanço da anistia. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, garantiu que deve sentar Motta e Sóstenes Cavalcante para tentar emplacar a proposta.

 

 

 

 

 

 

ISTOÉ, 03/08/2025

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