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Com voto do Brasil, ONU aprova resolução contra Rússia para cessar a invasão

A Assembleia Geral da ONU aprovou por maioria nesta quarta-feira, 2, uma resolução para exigir que a Rússia cesse a invasão à Ucrânia e a retirada das tropas russas do país vizinho.

No entanto, o texto é não vinculante, ou seja, não obriga os países a fazer algo após sua aprovação. A importância da medida é política, portanto, por apontar como a maioria das nações encara a invasão.

A resolução foi aprovada por 141 votos a favor, cinco contra e 35 abstenções. O Brasil esteve entre os países que votaram a favor. Rússia, Belarus, Coreia do Norte, Eritreia e Síria votaram contra, enquanto, entre outros, China, Bolívia, Cuba, El Salvador, Índia, Irã, Iraque, Cazaquistão, Nicarágua e Paquistão se abstiveram.

O texto aprovado, promovido por europeus e pela Ucrânia, “deplora nos termos mais fortes a agressão da Federação da Rússia contra a Ucrânia”, em violação ao artigo 2 da Carta das Nações Unidas, que proíbe recorrer à ameaça ou ao uso da força e insta todos os membros a respeitarem a soberania, a integridade territorial e a independência política de qualquer Estado.

A resolução sofreu inúmeras mudanças nos últimos dias para chegar a uma versão aceitável para os mais relutantes. O texto deixou, por exemplo, de “condenar” a invasão, como estava previsto inicialmente, e passou a “deplorar” as ações russas.

A Assembleia Geral da ONU se reuniu na segunda, 28, em caráter excepcional e terminou nesta quarta com a votação da resolução após o fracasso de um texto similar no Conselho de Segurança na última sexta, 25, com um veto da Rússia.

O embaixador da União Europeia na ONU, Olof Skoog, disse ao final da votação que esta mostra que “o mundo está com a Ucrânia” e o “isolamento” da Rússia. “Isto é sobre se escolhemos tanques e mísseis ou diálogo e diplomacia”, afirmou. “A Rússia optou pela agressão. O mundo, pela paz”, disse.

A Rússia alega agir em “legítima defesa”. “Não foi a Rússia que iniciou esta guerra. Essas operações militares foram iniciadas pela Ucrânia contra os habitantes de Donbass [região separatista no leste do país] e contra todos aqueles que não concordavam com ela”, declarou o embaixador russo Vassily Nebenzia, no fórum internacional em Nova York.

Fonte: Atarde, 02/03/2022

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