
O suposto esquema de corrupção que estaria desviando recursos da educação em municípios do interior de São Paulo também pretendia ampliar sua atuação para comercializar materiais destinados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A operação da Polícia Federal, batizada de Coffee Break, tem como alvos pessoas ligadas a Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula, e a Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva.
Segundo o MPF, em fevereiro deste ano o doleiro Eduardo Maculan teria sugerido ao empresário André Mariano a oferta de materiais “neuro especiais”, incluindo fones de ouvido e mordedores, para redes municipais de ensino.
A defesa de Kalil, representada pelo advogado Roberto Bertholdo, afirmou que o empresário não recebeu recursos como “mesada” e que apenas prestou serviços a Mariano. Kalil é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia, investigado na Lava Jato.
Já os advogados de André Mariano, Silas Gonçalves, Matheus Bottene e Lemuel Zem, sustentam que ele “não cometeu os crimes que lhe foram imputados e não integra – muito menos lidera – qualquer organização criminosa”.



