
A descoberta de que o então governador Rui Costa (PT) usou uma manobra contábil para gastar a indenização de R$ 2,15 bilhões paga pela Ford sem a necessidade de prestar contas aos órgãos de controle externo, revelada anteontem pela Satélite, gerou forte apreensão na cúpula do Palácio de Ondina.
Segundo apurou a coluna, o combustível da tensão é o eventual cerco do Ministério Público (MP) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que o governo baiano seja forçado a detalhar como e quando foram utilizadas as verbas recebidas a título de ressarcimento pelo fechamento da fábrica da montadora em Camaçari, cujo destino final é mantido em sigilo até hoje.
Para entender
Conforme noticiado, o governo estadual alocou o montante transferido em julho de 2021 pela Ford na Fonte 100, que abriga recursos livres não vinculados ao Tesouro. Ou seja, podem ser usados de acordo com a conveniência do Executivo sem que ele precise dizer onde gastou cada centavo, embora a indenização seja referente a isenções fiscais.
Pulga na orelha
Corrente contrária
O estranhamento ante a posição de Jaques Wagner no duelo pelo posto de Rosa Weber, ainda que se trate de rumores não confirmados pelo petista, tem como pano de fundo a perda de representatividade da Bahia no alto escalão do Poder Judiciário. Sobretudo, pela exclusão dos candidatos do estado nas listas tríplices relativas ao duelo por duas vagas de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), definidas no último dia 23. Fora os sinais de que o presidente Lula não reconduzirá o baiano Augusto Aras ao cargo de procurador-geral da República.
Plano de fuga
Me dê motivo
Aliados do presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), garantem que ele só esperava a desculpa ideal para descartar apoio ao vice-governador Geraldo Júnior (MDB) e formalizar a adesão ao prefeito Bruno Reis (União Brasil) na briga pelo Palácio Thomé de Souza. A pré-candidatura do deputado Robinson Almeida (PT) ficou na medida.



