Dona de cabaré na Bahia ameaça expor “caloteiros”
A paciência com os "caloteiros" esgotou, diz Kalila

Um vídeo publicado na última quarta, 17, pela proprietária de uma casa de entretenimento adulto na cidade de Serrinha, distante 184 km de Salvador, promete exposição pública de clientes que usufruíram dos serviços e saíram sem pagar.
Eu sempre falo, não venha liso
Visivelmente indignada, a empresária — identificada como Kalila Araújo, proprietária do Kalila Drinks — utilizou suas redes sociais para fazer um desabafo direto e sem filtros. Segundo ela, a paciência com os “caloteiros” esgotou.
Justiça ou crime?
Enquanto a internet se diverte com memes e comentários irônicos — muitos cidadãos brincam que “há muita gente sem dormir em Serrinha hoje” — o caso acende um sinal vermelho para o Direito Civil e Penal.
Embora o calote seja um prejuízo real para a empresária, a legislação brasileira é rígida quanto à exposição vexatória.

Segundo o advogado Marcelo Duarte, expor publicamente o devedor com o objetivo de humilhá-lo pode configurar crime de difamação e gerar indenizações por danos morais que podem custar muito mais caro do que a dívida original.
“A ameaça de expor ‘caloteiros’ em redes sociais pode gerar responsabilização tanto na esfera cível (indenização) quanto na criminal (crimes contra a honra e até constrangimento)”, explica Duarte.
Ainda conforme o advogado, a exposição pública de devedores é vista como cobrança vexatória e atentatória à dignidade, vedada pelo art. 42 do Código de Defesa do Consumidor, que proíbe expor o inadimplente ao ridículo ou a qualquer constrangimento ou ameaça.
Repercussão local
O assunto tomou as ruas e os grupos de mensagens da região. De um lado, há quem defenda a mulher, alegando que o serviço prestado merece respeito como qualquer outro. Do outro, o temor de que a divulgação da lista possa destruir casamentos e reputações profissionais na cidade.
Vídeo
Fonte: Por Jair Mendonça Jr/Atarde,



