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Em greve, servidores federais da Educação fazem protesto em Salvador

Professores de universidades e institutos federais, técnicos administrativos e estudantes realizam um protesto, na tarde desta segunda-feira, 3, em Salvador. As categorias, que estão em greve desde abril, reivindicam reajuste salarial, recomposição orçamentária para a educação e a revogação de algumas portarias.

De acordo com a professora Camila Félix, que atua no campus de Simões Filho do Ifba, a mobilização desta segunda-feira faz parte de um movimento nacional.

“Todo o país está mobilizado, porque está tendo uma reunião com o governo. Foram várias pautas encaminhadas ao governo, e a negativa tem sido constante. A proposta do governo é de 7% de reajuste, mas a gente vê que nem o (índice) da inflação foi seguido, por isso a gente continua em greve. E além do reajuste salarial, a gente precisa da recomposição enquanto investimento para a educação”, afirma.

“Foi feita uma mesa de negociação, na qual a gente elaborou um documento em relação tanto à recomposição quanto à carreira, e o nosso valor enquanto reajuste chega a um déficit de 22% para os professores e de 34% para os técnicos administrativos. Foi colocada uma proposta, por exemplo, para os técnicos, de 10,74% para 2024, 2025 e 2026, e a contrapartida do governo foi 0% para este ano, e alega que não tem recurso”, explicou.

Ainda de acordo com a docente, a luta é por uma educação de qualidade. Ela ressalta que as instituições de ensino federais estão passando por um processo de sucateamento.

O estudante Matheus Portela, aluno do curso de Psicologia da Ufba, destaca que, para a comunidade discente, a luta é pela recomposição orçamentária para a Educação.

“No valor de R$ 2,5 bilhões, e não uma recomposição de pouco mais de R$ 300 milhões, como foi proposto pelo governo. Então a gente, enquanto estudante, está lutando principalmente pela recomposição orçamentária, que é o que mais afeta a questão das estruturas, as bolsas de pesquisas e assistência estudantil”, diz.

“Lá em nossa unidade de São Lázaro, a gente já ficou uma semana sem energia e sem água. No início do semestre, a gente já perdeu uma semana de aula, por essas questões de estrutura. São vários estudantes que abandonam (os cursos), por conta da falta de assistência estudantil e falta de políticas de permanência. São Lázaro, por exemplo, quando voltaram as aulas, depois da pandemia, a gente estava sem o restaurante universitário, e a gente ficou sem o restaurante por bastante tempo, o qual a maior parte dos estudantes depende para se alimentar”, conclui.

 

 

 

 

 

 

 

Atarde, 03/06/2024

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