
O presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro se declarou inocente nesta segunda-feira, 5, diante de um tribunal de Nova York, onde é julgado por crimes de narcotráfico. Maduro também afirmou que segue “presidente” da Venezuela e que teria sido detido em sua casa em Caracas.
“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente, o presidente do meu país”, disse Maduro a um juiz.
O venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, foram conduzidos ao tribunal por volta do meio-dia (horário local) para um breve, porém obrigatório, procedimento legal que provavelmente dará início a uma longa batalha judicial sobre se ele pode ser julgado nos EUA. Ambos usaram fones de ouvido para ouvir o procedimento em inglês enquanto ele era traduzido para o espanhol.
A viagem foi rápida. Uma comitiva transportando Maduro saiu da prisão por volta das 7h15 (horário local) e seguiu para um campo de atletismo próximo, onde Maduro caminhou lentamente até um helicóptero que o aguardava. O helicóptero sobrevoou o porto de Nova York e pousou em um heliporto em Manhattan, onde Maduro, mancando, foi colocado em um veículo blindado.
Como réu no sistema jurídico dos EUA, Maduro terá os mesmos direitos que qualquer outra pessoa acusada de um crime — incluindo o direito a um julgamento por um júri composto por cidadãos comuns de Nova York. Mas ele também será quase — embora não totalmente — único.



