
Os Estados Unidos temem uma “escalada” do conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas e um possível “envolvimento direto do Irã”, disse neste domingo, 15, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.
Em entrevista à rede CBS, Sullivan citou a possibilidade de uma nova frente de batalha na fronteira entre Israel e Líbano e acrescentou: “Não podemos descartar que o Irã decida se envolver diretamente de alguma forma. Temos de nos preparar para qualquer eventualidade.”
“É um risco, e é um risco, do qual estamos conscientes desde o início” do conflito, acrescentou o conselheiro de Joe Biden.
No sábado, o secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, anunciou que os Estados Unidos enviariam um segundo porta-aviões ao Mediterrâneo Oriental, com o objetivo de “dissuadir ações hostis contra Israel, ou qualquer tentativa de ampliar esta guerra”.
O “USS Eisenhower” e seus navios de escolta vão se juntar ao primeiro porta-aviões, o “USS Gerald R. Ford”, destacado para a região após o sangrento ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro.
Também neste domingo, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que os EUA estão “preocupados” com o conflito.
O movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, assumiu a responsabilidade por vários ataques contra posições israelenses desde o início da guerra entre Israel e Hamas.
“É claro que o Irã é, em grande medida, cúmplice, e isso permitiu ao Hamas operar e poder cometer os ataques terroristas que cometeu”, acusou Kirby.
O porta-voz reforçou, no entanto, que ainda não há informações que indiquem uma “participação específica do Irã no ataque” do Hamas em 7 de outubro.



