
Titular do Ministério da Defesa até março desse ano, o general da reserva do Exército Fernando Azevedo assumirá em fevereiro o cargo de novo diretor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Azevedo será uma espécie de “gerente” do tribunal, com a tarefa de cuidar de licitações e questões administrativas, além de ter sob sua alçada a secretaria de tecnologia, responsável por desenvolver softwares usados pela própria Corte.
Uma das ideias da nomeação é esvaziar a narrativa de que o tribunal conspira contra a reeleição do presidente Jair Bolsonaro.
A chegada do general ao TSE coincidirá com o começo da gestão do ministro Edson Fachin à frente do tribunal. A previsão é de que Azevedo siga no cargo durante as eleições, quando o tribunal será comandado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Moraes também deverá ter na sua equipe um outro ex-ministro do governo Bolsonaro, o ex-advogado-geral da União José Levi. O ex-AGU se desentendeu com o presidente da República por causa de uma ação contra o toque de recolher determinado por estados no enfrentamento à pandemia.
Segunda a Veja, ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) demonstram, em reservado, preocupação com o clima da campanha e a possível reação de Bolsonaro em caso de derrota.
Ao longo de 2022 o TSE será presidido por três ministros diferentes: Luís Roberto Barroso passa o bastão para Fachin em fevereiro e, em agosto, será a vez de Moraes, desafeto dos bolsonaristas.
Fonte: Atarde, 14/12/2021



