
A Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), uma das entidades investigadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPI do INSS), transferiu R$ 176 milhões para empresas ligadas aos dirigentes da própria organização. As informações foram reveladas pela Folha de S.Paulo.
Os dados constam em um relatório confidencial do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por monitorar movimentações financeiras suspeitas. O documento foi elaborado a pedido dos deputados que integram a CPI.
Segundo o relatório, apenas alguns meses separam a criação dessas empresas e o início do recebimento dos recursos repassados pela Amar Brasil, valores provenientes do convênio com o INSS. De novembro de 2022 a abril de 2025, a entidade presidida por Américo Monte recebeu R$ 324,6 milhões do INSS.
Nesse mesmo período, foram transferidos R$ 83 milhões para empresas ligadas a Felipe Gomes, um dos responsáveis pelo convênio com o INSS, e a Américo Monte Jr., filho do presidente da Amar Brasil. Outros R$ 92,8 milhões foram repassados a empresas de Anderson Cordeiro de Vasconcelos, José Branco Garcia e João Carlos Camargo Jr., todos sócios de Monte Jr. e Gomes em outra empresa.
Além disso, um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), incorporado à investigação da Polícia Federal, levantou dúvidas sobre a capacidade da Amar Brasil de oferecer benefícios reais aos seus associados. O documento aponta que a entidade não possui filiais e chegou a ficar cerca de um ano sem funcionários, conforme dados oficiais de emprego.
“Todas as contratações e recebimentos de valores foram devidamente declarados às autoridades competentes”, disse em nota.
Fonte: BNews, 18/10/2025



