
O secretário da Saúde Léo Prates afirmou, nesta segunda-feira (10), que Salvador “não vai comportar” a alta demanda de pacientes do interior do estado que vêm se tratar na capital. “Eu fui diretamente nas UPA’s, funcionando aos fins de semanas, os multicentros, a vacinação.
Precisamos que todos façam esforço, governo federal, do estado, as prefeituras, porque sozinhos não vamos suportar. A gente ouve falar que o Ministério [da Saúde] quer reduzir o financiamento para as prefeituras. Seria o colapso final do Sistema de Saúde, porque a maioria não vai suportar”, disse, em entrevista coletiva.
Segundo o BN, o prefeito Bruno Reis, por outro lado, destacou que a capital tem realizado “uma série de manobras” para evitar problemas, e garantiu que, “neste momento, não há como ter um colapso no Sistema de Saúde”. Na opinião do gestor, colapso significa “fechar a porta da UPA [Unidade de Pronto Atendimento] e deixar de atender”.
Neste momento, Salvador possui 2.200 profissionais da saúde afastados por licença médica. O prefeito anunciou, nesta segunda, a abertura de 110 novos leitos para tratar pacientes de Covid-19 e gripe H3N2 (saiba mais aqui). A A ideia é justamente diminuir a pressão que a capital baiana vem sofrendo nas UPAs.
Neste momento, Salvador está com 68% dos leitos clínicos para adultos ocupados. Os pediátricos já estão com uma taxa de 87%. A capital baiana iniciará a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra o novo coronavírus até o fim desta semana. A estratégia já foi divulgada.
Fonte: Voz da Bahia, 10/01/2022



