No dia 1º de outubro de 2023, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) implementa um novo aumento na cobrança de impostos federais sobre o óleo diesel, impactando diretamente os consumidores. A alíquota de PIS/Cofins sobre o combustível foi elevada para R$ 0,13 por litro, um aumento em relação aos R$ 0,11 por litro que estavam em vigor desde 5 de setembro.
Em comparação com o início de setembro, os consumidores sentirão um impacto significativo de aproximadamente R$ 0,12 a mais por litro nas bombas, de acordo com as projeções da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes). Em relação aos valores anteriores, o aumento será de aproximadamente R$ 0,02.
A expectativa é que a alíquota cheia de PIS/Cofins, que é de R$ 0,35 por litro do diesel, seja restaurada em janeiro de 2024.
Outros fatores também contribuem para a tendência de aumento nos preços do diesel. O Brasil importa cerca de 25% do diesel consumido internamente, e a política de preços da Petrobras não acompanha completamente as flutuações do mercado internacional, criando uma diferença crescente entre os preços domésticos e os praticados no exterior, o que torna as importações mais desafiadoras.
Até agora, o Brasil conseguiu suprir parte de sua demanda importando diesel da Rússia, aproveitando preços competitivos devido às restrições comerciais impostas pelo país em guerra. No entanto, em setembro, a Rússia anunciou um corte de 30% nas exportações de diesel devido a sanções internacionais, interrompendo a oferta a preços reduzidos que haviam conquistado grande parte do mercado de importação brasileiro em agosto.
Com essa restrição russa, os importadores brasileiros terão que buscar diesel em outros mercados a preços mais altos, pressionando a Petrobras a aumentar os preços para evitar possíveis problemas de abastecimento. A situação continua a desafiar a estabilidade dos preços do diesel e agravar a pressão sobre os consumidores e a economia em geral.
Informe Baiano, 01/10/2023



