
Militares do Exército boliviano invadiram o palácio presidencial em La Paz, capital da Bolívia, em uma tentativa de destituir o presidente Luis Arce.
Os militares são liderados por Juan José Zuniga, que foi destituído do cargo de general na última terça-feira (25).
Zuniga afirmou que “por enquanto” reconhece o presidente como chefe das Forças Armadas.
A ex-presidente boliviana, Jeanine Añez Chávez usou as redes sociais para repudiar a tentativa de golpe.
O Itamaraty condenou a tentativa de golpe, veja nota abaixo:
O Governo brasileiro manifesta seu apoio e solidariedade ao Presidente Luis Arce e ao Governo e povo bolivianos.
Nesse contexto, estará em interlocução permanente com as autoridades legítimas bolivianas e com os Governos dos demais países da América do Sul no sentido de rechaçar essa grave violação da ordem constitucional na Bolívia e reafirmar seu compromisso com a plena vigência da democracia na região. Esses fatos são incompatíveis com os compromissos da Bolívia perante o MERCOSUL, sob a égide do Protocolo de Ushuaia.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, também repudiou o ato.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, condenou os “movimentos militares.
“A Espanha condena veementemente os movimentos militares na Bolívia. Enviamos ao governo da Bolívia e ao seu povo o nosso apoio e solidariedade e apelamos a que respeitem a democracia e o Estado de direito”
“O Paraguai condena as mobilizações irregulares do exército boliviano denunciadas pelo presidente Arce. Fazemos um forte apelo ao respeito pela democracia e pelo Estado de direito”
A presidente de Honduras, Xiomara Castro de Helaya, falou em “fascismo”.
“Apelo urgentemente aos presidentes dos países membros da CELAC para que condenem o fascismo que hoje ataca a democracia na Bolívia e exijam o pleno respeito pelo poder civil e pela Constituição. As forças militares levaram a cabo mais uma vez um golpe de Estado criminoso. Expressamos nosso apoio incondicional ao povo irmão da Bolívia, ao presidente”.
Diário do Poder, 26/06/2024



