
O chefe da diplomacia israelense, Gideon Saar, declarou que, caso países ocidentais reconhecam a existência de um Estado palestino, Israel poderia tomar “medidas unilaterais” em relação aos mesmos. A declaração foi feita neste domingo, 07.
Alguns países já disseram que reconheceriam um Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU no fim de setembro, sendo eles a França, Canadá, Austrália e Bélgica.
“Estados como França e Reino Unido, que promovem o chamado reconhecimento [de um Estado palestino] cometeram um enorme erro”, disse Saar em entrevista coletiva ao lado de seu colega dinamarquês Lars Løkke Rasmussen, que está em visita a Jerusalém.
“Isso tornaria mais difícil conseguir a paz” e “também levará Israel a tomar medidas unilaterais”, advertiu, sem detalhar quais.
O rei Abdullah II da Jordânia reiterou neste domingo a “rejeição absoluta” de sua país a qualquer “medida israelense para anexar a Cisjordânia” em um encontro em Abu Dhabi com o presidente dos Emirados Árabes, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.
Além disso, o monarca denunciou as “posições e declarações israelenses que são uma ameaça para a soberania dos Estados da região”, segundo o palácio jordaniano.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, indicou, por sua vez, em entrevista à BBC neste domingo, que o reconhecimento de um Estado palestino seria “desastroso”.
Os palestinos querem estabelecer um Estado palestino nos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, separados por Israel.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse na quinta-feira que advertiu a França e os outros país que têm essa intenção sobre possíveis represálias de Israel como a anexação de territórios na Cisjordânia, um território palestino ocupado por Israel desde 1967.
Atarde, 07/09/2025



