
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, a deputada federal Helena da Asatur (MDB-RR) e o empresário Renildo Lima, marido da parlamentar, foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (30), como parte de uma operação que apura supostos crimes eleitorais em Roraima.
As investigações começaram após a prisão de Renildo Lima, em setembro de 2024, quando ele foi flagrado com R\$ 500 mil em espécie. Parte do dinheiro, segundo a polícia, foi encontrada escondida na cueca do empresário. Ele é sócio majoritário da Asatur, uma das maiores empresas de transporte rodoviário de Roraima, avaliada em R$ 11,1 milhões.
Samir Xaud e Helena da Asatur são filiados ao MDB e fazem parte do mesmo grupo político em Roraima. O atual presidente da CBF chegou a concorrer a deputado federal em 2022, mas não foi eleito. Em maio de 2025, assumiu o comando da CBF aos 41 anos, tornando-se o mais jovem a ocupar o cargo. Nascido em Boa Vista, é médico de formação e filho de Zeca Xaud, que preside a Federação Roraimense de Futebol desde 1975.
A empresa da família, Asatur, foi fundada em 2001 e atua principalmente na rota entre Boa Vista e Manaus, além de oferecer serviços de fretamento e locação de veículos. A família também é proprietária da Voare Táxi Aéreo, única empresa do segmento em operação no estado.
Em nota oficial, a CBF confirmou a presença de agentes da Polícia Federal em sua sede entre 6h24 e 6h52 da manhã e afirmou que “a operação não tem qualquer relação com a CBF ou futebol brasileiro” e que “o presidente da entidade, Samir Xaud, não é o centro das apurações”. A entidade também informou que nenhum material foi apreendido e que Samir permanece “tranquilo e à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”.
Até o momento, Samir Xaud, Renildo Lima e a deputada Helena da Asatur não se pronunciaram sobre a operação.
Fonte: Correio da Bahia, 30/07/2025



