
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pagou indevidamente R$ 2,3 milhões em benefícios previdenciários e assistenciais a sete pessoas — entre elas, indivíduos já falecidos e até mesmo beneficiários fictícios. As transferências fraudulentas foram articuladas pelo então servidor do órgão, Gilson Barbosa Machado, em estados do Nordeste. As informações são do portal Metrópoles.
De acordo com a apuração, Gilson operava as transferências irregulares a partir da Agência da Previdência Social de Parnaíba, no Piauí, embora os pagamentos se originassem, em sua maioria, de unidades do Maranhão. As fraudes ocorriam sem que os nomes dos beneficiários, mortos ou fictícios, fossem devidamente registrados no sistema.
O servidor criava beneficiários inexistentes, falsificava documentos pessoais —como certidão de nascimento, carteira de identidade e comprovante de residência— e inseria dados falsos nos sistemas do INSS. Após a aprovação dos benefícios, era solicitada a transferência dos pagamentos do Maranhão para a Paraíba. Com o dinheiro depositado, membros da organização realizavam os saques.





