
Um levantamento realizado pelo Informe Baiano revela a dimensão do apetite do governador Jerônimo Rodrigues (PT) por novas dívidas: em 35 meses de gestão, ele já solicitou à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) R$ 26 bilhões em empréstimos.
OBSTRUÇÃO NA ALBA
A sessão que analisou os novos pedidos começou na quarta-feira (10/12) e terminou apenas na madrugada desta quinta (11/12). A oposição montou a maior obstrução da atual legislatura, estendendo os trabalhos até das 3h20 da manhã. Apesar disso, acabou “atropelada” pela condução da presidente Ivana Bastos, que limitou debates e acelerou a votação, sendo acusada de “tratorar” até o regimento interno da Casa das Leis.
Foram aprovadas: R$ 300 milhões em crédito junto à Caixa Econômica Federal e R$ 650 milhões no Banco do Brasil.
Com esses dois projetos, o governo Jerônimo soma 22 operações de crédito, totalizando R$ 26 bilhões em menos de três anos.
Durante a sessão, parlamentares da oposição levantaram pontos que, segundo eles, evidenciam riscos e contradições na política financeira do governo, a exemplo da ausência de transparência sobre a destinação dos recursos; Falta de detalhamento das obras, programas e regiões contempladas; Obras paralisadas, mesmo após antecipação de receitas via empréstimos; Incoerência entre contrair novas dívidas e, ao mesmo tempo, buscar renegociação por meio do PROPAG.
ADESÃO AO PROPAG
Além dos empréstimos, a ALBA autorizou, também sob protesto da oposição, a adesão da Bahia ao PROPAG, o programa federal de refinanciamento das dívidas estaduais. Na prática, o PROPAG funciona como uma nova modalidade de operação de crédito, ampliando ainda mais o endividamento do Estado.



