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Luz fica 22% mais cara e pesa no bolso do povo brasileiro

A falta de chuva que transformou 2021 no ano mais seco dos últimos 91 trouxe dificuldades para o povo brasileiro, que já enfrenta uma recessão econômica causada pela pandemia.

Desde o início do ano passado o governo permitiu uma série de aumentos no valor da energia produzida por termelétricas movidas por combustíveis fósseis além da importação de energia da Argentina e do Uruguai, o que acarretou em uma alta na tarifa duas vezes acima da inflação.

Dos últimos quatro governos, o único a superar o do presidente Bolsonaro (PL), que subiu 2,0, é o do ex-presidente Michel Temer, que subiu 2,4. Nos oito anos de governo Lula o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 1,32 e 1,1 no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Essas medidas do governo Bolsonaro deixarão um passivo superior a R$ 140 bilhões que deverá ser repassado para os consumidores em 2023, o que pode comprometer até metade da renda de uma família com renda mensal abaixo de um salário mínimo.

Em entrevista à Folha, o ex-diretor do ONS (Operador Nacional do Sistema) Luiz Barata, defendeu uma reforma no setor elétrico que corrija essas distorções.

De acordo com o MME (Ministério de Minas e Energia), a discussão sobre esse novo modelo de tarifas já está em tramitação e um modelo de tarifa social será concedido automaticamente neste ano.

“Atualmente, cerca de 12,3 milhões de famílias no Brasil recebem a tarifa social. Estimativas apontam que existam mais 11,5 milhões de famílias em condições de usufruir dos descontos”, afirmou a pasta.

Fonte: Atarde, 23/01/2022

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