
O jornal norte-americano The New York Times afirmou que as medidas adotadas pelos Estados Unidos configuram uma “grande vitória” para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na quarta-feira, 30, a Secretaria do Tesouro estadunidense anunciou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Em seguida, Donald Trump assinou o decreto que impõe tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados ao país.
Em reportagem publicada na quarta-feira, o jornal destacou que as sanções agravam “drasticamente” a crise entre os dois países, visto que, enquanto o governo brasileiro busca diálogo, a Casa Branca procura ampliar a tensão diplomática com o Brasil.
“Dadas as amplas isenções tarifárias, as ações de quarta-feira podem acabar sendo menos paralisantes do que parecem — mas são um sinal claro do governo Trump de que está preparado para uma briga com o Brasil”, completou.
Em outro ponto, o periódico destacou a gravidade das sanções aplicadas a Moraes por meio da Lei Magnitsky, uma das mais severas para punir indivíduos considerados autores de violação dos direitos humanos e práticas de corrupção.
O New York Times disse que o ministro tenha se tornado “talvez a figura mais polêmica do Brasil”, usando como exemplo episódios em que Moraes agiu contra apoiadores de Bolsonaro por atacarem instituições brasileiras após as eleições de 2022.
“Mas, em sua luta para proteger a democracia, ele também foi visto, por vezes, como alguém que tomou medidas autoritárias”, ressaltou o jornal, ao mencionar ordens para que big techs removessem perfis de redes sociais, prisão de pessoas por ameaças na internet e sua atuação como “juiz e promotor” em alguns casos.
“No entanto, muitas de suas decisões também foram apoiadas pela maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal, que disseram que seus poderes extraordinários são necessários para combater uma ameaça extraordinária à democracia brasileira”, finalizou.



