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Motivação da morte de Marielle está ligada a regularização fundiária

O desdobramento do assassinato da vereadora Marielle Franco elucidado pela Polícia Federal (PF) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública revelou neste domingo, 24, que, além da mílicia carioca, uma das principais motivações para a morte da parlamentar está ligada a regularização fundiária e a grilagem de terras.

“A motivação precisa ser olhada no contexto, a gente não pode dizer que houve um único e exclusivo fato. O que há são várias situações envolvendo a vereadora Marielle Franco e que envolve sim, a milícia, a disputa de territórios, a regularização de terrenos e empreendimentos que naquele contexto devemos fazer essa análise olhando a seis anos que culminou neste bárbaro assassinato”, disse o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Na ocasião, o ministro Ricardo Lewandowski fez a leitura de um dos trechos do documento que aponta as causas do assassinato.

O ministro ainda afirmou à imprensa que, apesar das novas revelações sobre o caso, ainda não há uma data para que o Ministério Público Federal (MPF) apresente a denúncia à Justiça. O relatório final da PF sobre o crime, segundo o gestor, foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“O relatório da Polícia Federal está pronto com mais de 477 páginas e já consta no autos. O sigilo dos autos foi retirado há poucos instantes pelo ministro Alexandre de Moraes. Esta etapa está concluída e já deve permitir que o Ministério Público Federal apresente uma denúncia, se for o caso, contra todos aqueles que foram investigados e tiveram seus nomes mencionados no inquérito policial”, pontuou o titular da pasta.

“Evidentemente, não há prazo para que oferecimento da denúncia. É uma caso extremamente complexo, as provas obtidas pela delação premiada estão nos autos. A impressão que nós temos é que existem elementos suficientes para a oferta de uma denúncia”, acrescentou Lewandowski.

Nesta manhã, as forças de segurança e o Ministério da Justiça anunciaram a prisão de Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio, apontados como mandantes do assassinato da vereadora cariocae do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Em coletiva de imprensa, nesta tarde, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que o encerramento das investigações sobre os mandates do crime da socialista “não anula que eventuais outras ações possam ser adotadas, a partir desta etapa das apreensões e análises de materiais que serão encaminhados à Justiça”.

A elucidação do caso aconteceu através da operação conjunta da Procuradoria Geral da República, do Ministério Público do Rio de Janeiro e da PF, intitulada de Operação Murder Inc.

Na oportunidade, também foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão na sede da Polícia Civil do Rio e no Tribunal de Contas do Estado. Além do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes, a operação também apura a tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, que também estava na carro atacado, informou a PF em nota.

A ação acontece após o Supremo Tribunal Federal (STF) homologar a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, preso por atirar na vereadora.

 

 

 

 

 

 

Atarde, 24/03/2024

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