
A crise sanitária envolvendo a clínica oftalmológica Clivan, em Salvador, ganhou um novo capítulo nesta semana. O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) decidiu abrir um inquérito civil, na última segunda-feira (23), para apurar o que levou pacientes a sofrerem complicações graves após um mutirão de cirurgias de catarata na capital baiana.
Com prazo para conclusão até abril de 2027, o foco das investigações está em falhas e possível infecção após cirurgias. De acordo com o MP, serão analisados possíveis problemas no funcionamento da clínica e, principalmente, na segurança dos atendimentos prestados.
O caso veio à tona depois que pacientes começaram a relatar problemas após as cirurgias. Ao todo, 26 pessoas passaram pelos procedimentos no mesmo dia. Pelo menos 11 delas perderam a visão de um dos olhos. Nos casos mais graves, houve infecção severa, com necessidade de procedimentos delicados, como a retirada do conteúdo interno do olho.
Também há relatos de complicações mais sérias, o que aumentou ainda mais a preocupação das autoridades. Depois da repercussão, a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) interditou a unidade no dia 2 de março. O contrato da unidade com a Prefeitura de Salvador também foi suspenso.
Durante as inspeções, foram encontrados indícios de irregularidades. Um dos pontos mais graves é que o mutirão não tinha autorização do município para acontecer. A clínica teve o alvará suspenso e passou a responder a um processo administrativo aberto pela SMS.



