
O Ministério Público da Bahia (MPBA) desmantelou uma rede criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 5 bilhões entre 2010 e 2020 com atividades ilícitas envolvendo jogo do bicho e máquinas caça-níqueis. A operação, batizada de “Lei Para Todos”, foi deflagrada no dia 18 de outubro pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A investigação revelou que 23 empresas atuavam como fachada para a lavagem de dinheiro e que 14 pessoas foram denunciadas pelos crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento em atividades ilícitas.
Durante a investigação, o MPBA identificou a atuação de três núcleos distintos dentro da rede criminosa, cada um controlando um tipo de jogo de azar. O primeiro envolvia o jogo do bicho, o segundo as máquinas caça-níqueis e o terceiro, uma versão eletrônica do jogo tradicional, o “bicho eletrônico”. Os núcleos eram liderados por figuras-chave da facção ‘Paratodos’, com destaque para Adilson Santana Passos Júnior, Leandro Reis Almeida e Augusto César Requião da Silva.
A operação também revelou que os acusados usavam as empresas para ocultar o dinheiro ilícito, misturando-o com recursos legais de negócios formais. Um dos principais alvos da investigação é Augusto César Requião da Silva, apontado como o principal responsável pela expansão da jogatina ilegal na Bahia. Ele e outros envolvidos são acusados de operar com empresas que contavam com forte esquema de segurança, incluindo câmeras e vigilantes armados, para ocultar a prática do crime.
Denunciados:
Adilson Santana Passos
Augusto César Requião da Silva
Frederico Pedreira Luz
João Carlos Pinto
José Geraldo de Sousa Almeida
José Luiz de Oliveira Simões
Júlio Vinícius Reis Almeida
Leonardo Reis Almeida
Marcos Augusto Pinto



