
O furto de cabos do sistema metroviário de Salvador tem causado cenários como o maior tempo de espera e lotação de passageiros nas estações. O caso mais foi registrado na última sexta-feira, 15, quando a Linha 2, que liga as estações Acesso Norte e Aeroporto, teve que operar com trens em velocidade reduzida.
“Nossa maior preocupação são os nossos clientes. Transportamos uma média de 350 mil passageiros por dia. São pessoas que dependem do metrô para se deslocarem pela cidade e são os que mais sofrem com os casos de vandalismo“, diz Balbino.
“O cabo de fibra óptica é destinado ao tráfego de dados, já os de cobre e alumínio são aplicados para alimentação elétrica de sistemas. A depender do tipo de material furtado, o sistema pode ser impactado com lentidão nos trens, falha na sinalização, problema na iluminação e/ou parada no funcionamento de escadas rolantes. Quando uma situação de furto de cabos ocorre, nossas equipes de manutenção atuam prontamente, realizando o reparo com a substituição e inserção dos cabos”, explica.
Ações
Com o objetivo de mitigar a prática criminosa, Balbino conta que agentes de atendimento e segurança da CCR Metrô Bahia fazem rondas estratégicas e periódicas nas estruturas que compõem o sistema. A concessionária também tem investido em barreiras perimetrais e sistemas de alerta de intrusão, projetado para detectar possíveis invasões ou tentativas de violação em uma propriedade.
Na relação com o poder público, ele destaca a existência de um grupo de trabalho integrado com a Secretaria de Segurança Pública (SSP/BA), que conta com a contribuição de outros órgãos e empresas que sofrem com os danos causados pela modalidade de furto.
A situação de furto de cabos pode ser denunciada para a Polícia Militar a Bahia por meio do Canal 190. “Em casos atípicos, os clientes ainda podem acionar qualquer colaborador da CCR Metrô Bahia para que as providências necessárias sejam tomadas”, conclui.
Atarde, 19/09/2023



