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ONG de petista embolsa grana do governo, mas deixa pobres sem marmitas

Organizações não Governamentais (ONGs) contratadas pelo programa Cozinha Solidária, lançado em novembro pelo Governo Lula (PT), não entregaram as marmitas previstas, mas prestaram contas como se tivessem cumprido o contrato.

O Ministério do Desenvolvimento Social firmou um contrato de R$ 5,6 milhões com uma ONG liderada por José Renato Varjão, ex-assessor do PT, para distribuir quentinhas a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A iniciativa do governo abrange 12 estados e em São Paulo a ONG Mover Helipa, liderada por Varjão, foi selecionada para distribuir as refeições.

Um exemplo é a Cozinha Solidária Madre Teresa de Calcutá, que deveria entregar 4.583 refeições por mês, mas o local estava fechado durante a visita da reportagem, e os vizinhos não tinham conhecimento das entregas.

A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

A verba também foi destinada a ONGs próximas a outros membros do PT, como a Cozinha Solidária Instituto Rosa dos Ventos, de Anderson Clayton Rosa, assessor do deputado federal Nilto Tatto (PT-SP).

A entidade deveria entregar 4.583 refeições, mas em janeiro produziu apenas 400. O deputado não se pronunciou sobre o caso, e o assessor alegou que o erro na quantidade entregue poderia ter ocorrido por falhas na documentação. Em resposta ao jornal, a pasta afirmou que monitorará o cumprimento do contrato e tomará medidas caso sejam identificadas irregularidades.

Um exame das prestações de contas revelou que documentos semelhantes foram criados por um mesmo usuário, Fábio Rubson da Silva, advogado das ONGs envolvidas. Ele justificou que os relatórios foram elaborados de forma padronizada e enviou os documentos em nome das entidades.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Diário do Poder, 06/02/2025

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